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Junta de Freguesia - História da Terra

 

 

 

RESENHA HISTÓRICA

  

Abertura do livro de assentos de batizado da original Fregeusia de Santa Clara; 11 de Novembro de 1607 

(Colecção da BPADPD) 

 

 

Da Santa Clara do séc. XVI à Santa Clara do séc. XXI

 

 

 

Bispo D. Pedro de Castilho, que em 1580 determinou a criação da terceira freguesia de Ponta Delgada; Santa Clara, e o Padre Fernando Vieira Gomes, empenhado lutador pela restauração da párquia de Santa Clara (Decreto de 07 Maio de 1957) e desde então, mesmo para além da sua vida - já que faleceu a 26 Outubro de 2002 quando só faltava a derradeira fase de tão moroso processo -, em demanda mais longa e difícil mas assumida de forma não menos dedicada, foi sempre o principal mentor da criação da Freguesia de Santa Clara (Proposta de 16 Julho de 2001; Decreto Legislativo regional de 10 Julho de 2002; Eleição dos primeiros Orgãos Autárquicos a 09 Outubro de 2005).

 

 

Em 1580, decorria lenta e bucolicamente o último quartel do séc. XVI, quando aconteceu o que o seguinte retrato registou:

 

a terceira freguesia, novamente feita, de Santa Clara, antes de ser acrescentada, tinha sessenta e dois fogos   almas  de confissão  duzentas e noventa e sete, das quais eram de comunhão duzentas e três (1). 

                             

Foi, pois, Santa Clara a terceira freguesia a ser criada na cidade Ponta Delgada.

 

Em 1581, D. Pedro de Castilho, Bispo dos Açores, visitou a ermida de Santa Clara, exígua “pia baptismal” da novel freguesia, também naquela altura acrescentada para nascente por vontade do mesmo prelado.

 

A partir do primeiro quartel de setecentos, Santa Clara alterou a sua denominação para São José, subsistindo, sob protecção do orago original, um singelo curato.

 

Passados 421 anos, dá entrada na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, entusiasticamente apoiada pela população da paróquia, a proposta de diploma que, decorrido menos de um ano, restitui a Santa Clara o estatuto de freguesia que já tivera, e perdera.

 

 

Berço da cidade

 

 

  Desde os primórdios, e até inícios do século XX, tanto por Norte como pelo Sul era o mar a principal "estrada" da ilha

 

Quando ainda Vila Franca era o aglomerado primacial de S. Miguel, o lugar da ponta delgada não passava de uma aprazível e abundante coutada de caça para os abastados habitantes da primeira capital da ilha:

 

Os porcos do monte eram tantos e tão bravos que davam grande trabalho aos monteiros. Havia infinidade deles além da cidade da Ponta Delgada, para aquela banda de Santa Clara, até à casa de Francisco Ramalho, onde os iam montear os moradores de Vila Franca, levando mantimento em seus batéis para alguns dias, nos quais, fazendo salga neles, se tornavam com muitos para a mesma Vila (2).

 

Aquele lugar, que mais tarde se viria a chamar Santa Clara, já era tido então como uma importante referência da costa Sudoeste da ilha. Para isso deve ter sido factor determinante a localização e orografia do local, combinando uma enseada de areia e calhau rolado com a esguia extremidade que “baptizou” Ponta Delgada.

 

De facto, aquela estreita mas longa língua de basalto, ao proteger da ondulação ali predominante o âmago de um recôncavo litoral outrora balizado pelo “Cunhal da Maré”, também uma singular marca natural daquela orla, transformava todo o conjunto num inconfundível ancoradouro natural, o último para quem navegava de Vila Franca para Poente, porque, a partir dali, por a costa se elevar progressivamente, deixa de ser fácil o acesso por mar.

 

Incrementando-se o vaivém das caçadas, alguns dos serviçais que acompanhavam os monteiros de Vila Franca fixaram-se naquelas paragens, originando um pequeno núcleo populacional constituído na sua essência por marítimos, que com o decorrer dos anos se alongou de forma pouco ordenada em direcção a Nascente, acabando por dar origem à cidade de Ponta Delgada,

                                                              

assim chamada por estar situada junto a uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as restantes da ilha, quase rasa com o mar, que depois por se edificar mais perto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara (3).

 

 

De lugar da ponta delgada a Santa Clara de Ponta Delgada

 

 

 

Pormenor de uma carte marítima de John Strachem Richard (1808), com a Ponta Delgada em Santa Clara - Ponta da Sardinha como é localmente conhecida - e a cidade de Ponta Delgada inequivocamente assinaladas  (Colecção da BPADPD) 

 

Dificilmente seria mais adequada a escolha de uma protectora divina para os habitantes do humilde povoado que emergiu na extrema da enorme baía, limitada pela ponta da Galera, a nascente, e a ponta Delgada, a poente: Santa Clara, a fundadora das Clarissas, o ramo feminino da Ordem Franciscana.

 

Depois de construído o templo em honra da milagrosa instituidora das “damas pobres”, uma singela ermida da qual não se conhece, com rigor, quer a data de edificação quer a sua primitiva localização, o local passou a adoptar a denominação da padroeira, Santa Clara, cedendo assim o seu nome original – Ponta Delgada –, ao burgo onde se achava inserido.

.

Além, pouco espaço da fortaleza para loeste, está uma ponta que se chama Ponta dos Algares (…) e logo está uma pequena baía de areia, defronte das casas do generoso e em tudo grandioso Francisco Arruda da Costa (…) e com grande custo seu cercada de muro e cubelos, com sua porta para o mar, tudo muito defensável, e pegado com a porta, chamada de Santa Clara, por estar ali a igreja paroquial desta Santa (4).

 

 

Património natural, histórico e edificado

 

 

    

 Pormenor da orla marítima de Santa Clara, vendo-se em bom plano a "Ponta Delgada" e o "Calhau da Areia" (na decada de ciquenta), recanto do "Castelinho", com destaque para uma canhoeira e parte do lajeado onde as peças se movimentavam (em Março de 1999), e um rincão do pouco que sobrou da frondosa "Mata da Doca".

 

 

Ao tempo, e até antes de ter sido parcialmente atulhada para instalação do caminho-de-ferro que transportou os inertes necessários para a construção do porto, a enseada a Nascente da ponta delgada, localizada com rigor por Gaspar Frutuoso, era mais profunda do que o é actualmente.

 

O templo original, que, tal como refere gaspar Frutuoso, se sabe ter existido pelo menos desde 1522, não devia estar a grande distância do sítio onde está implantada a actual igreja. A referência é o “calhau da areia”, a tal baía referida como situando-se em frente das fortificadas propriedades de Francisco Arruda da Costa, portanto, não muito longe do local onde ainda hoje se pode ver o que resta do “castelinho”, originalmente assentando as fraldas das suas muralhas nas rochas, logo acima da linha de preia-mar, como é comum nas construções suas congéneres da ilha.

 

Este reduto militar, construção do séc. XVI ou XVII, com a sua primeira grande reparação efectuada em 1643, e que já foi um baluarte na defesa daquela zona, é uma das mais antigas, se não mesmo a mais arcaica edificação do povoado.

 

Do património natural que chegou aos nossos dias, para além do pouco que resta da "mata da doca" todo ele relacionado com a orla marítima, e com inventário feito há mais de quatro séculos, à “ponta delgada” e “calhau da areia”, já referidos, acresce a “ponta dos algares” - actualmente, "ponta dos aringas"-, cujas “bocas”, arrasadas no início do séc. XX para sobre elas alojar reservatórios de combustível, estão hoje talvez definitivamente atabafadas.

 

 

A construção do porto - uma “revolução industrial”

  

 

   

     

Operários e máquinas a vapor em actividade durante a exploração das pedreiras da "Mata da Doca", o Porto, e outras ocupações da "Mata da Doca". 

 

 

Acompanhando o ritmo de ocupação do território, a agricultura e as formas mais ou menos rudimentares de transformar os produtos da terra passaram a ganhar cada vez maior expressão em redor do primordial aglomerado da zona ocidental da ilha. No primeiro quartel do séc. XX ainda existiam os pitorescos moinhos de vento, engenhos que, não obstante a baixa altitude do local, aproveitavam os ventos predominantes de uma orla marítima exposta a Sudoeste, e convertiam em alimento o resultado das duras labutas nos campos de cultivo então por ali ainda muito abundantes.

 

A grande transformação social de Santa Clara dá-se com a construção do porto artificial de Ponta Delgada, a partir de finais de 1861, ao acolher os muitos pedreiros e cabouqueiros que nas “pedreiras da doca” vão encontrar o sustento para si e suas famílias. Santa Clara, de subúrbio particularmente piscatório, passa, assim, também a bairro operário.

 

Na transição do séc. XIX para o séc. XX, já com o porto em franco funcionamento, a localidade acentua ainda mais a sua particularidade de arrabalde proletário ao fixarem-se nela algumas das mais importantes unidades industriais de Ponta Delgada. Esta brusca e quase que compelida alteração social, para mais, condimentada pelos irrequietos ventos políticos da época, reforça a bem vincada identidade das gentes de Santa Clara, desde sempre muito notada, e ainda hoje bem presente.

 

 

Lazer e desporto

 

 

   

Logotipos, obtidos a partir das folhas de ofício, de cada um dos três "Santa Claras" filiados na Associação de Foot-ball de S. Miguel, hoje, Associação de Futebol de Ponta Delgada. 

SCFC; de Setembro de 1922 a Abril de 1927. SCSC; de 20 de Março de 1927 a 16 Abril de 1935. CDSC; de 21 Junho de 1927 até à actualidade.

 

 

Os habitantes de Santa Clara das primeiras décadas do séc. XX, votados que estavam ao desempenho de duras tarefas, dispunham de pouco tempo para o ócio. O escasso vagar que conseguiam era, fundamentalmente, dedicado ao desporto, especialmente o futebol que, tendo chegado a São Miguel pouco tempo antes, encontra nos “campeonatos de Santa Clara” – competição entre equipas representando algumas das lojas do bairro – um palco privilegiado para o seu fomento e divulgação.

 

Esta fervilhante actividade desportiva local, que se sabe ter tido prática regular pelo menos desde meados da segunda década do século passado, ganha especial incremento após a saída do contingente americano estacionado no “Field Azores”, em plena Mata da Doca, na ponta final da I Guerra Mundial.

 

Da evolução deste fenómeno sociodesportivo resulta o aparecimento do Santa Clara Foot-ball Club, cuja apresentação pública acontece em Outubro de 1922, e que em Abril do ano seguinte se torna num dos quatro fundadores da Associação de Foot-ball de São Miguel.

O Santa Clara Foot-ball Club foi o primeiro dos três “Santa Clara” a ser admitido nas corporações da modalidade, nomeadamente, na associação de futebol local e na federação portuguesa correspondente. Os outros dois “Santa Clara” agremiados que se lhe seguiram foram o Sport Club Santa Clara e o Clube Desportivo Santa Clara, este, com existência legal desde 29 Julho de 1927 e, dos três clubes, aquele que se mantém em actividade. É o único, de entre todos os clubes de futebol dos Açores, que acedeu e competiu no mais alto escalão do futebol português.

 

 

Restauração do estatuto de freguesia

 

 

    

Proposta de criação da Frequesia de Santa Clara, entregue pelo PCP a 16 de Julho de 2001 na ALRA, documento aprovado unanimemente no Parlamento dos Açoers; Decreto Legislativo Regional - 25/2002/A - que cria a Feguesia de Santa Clara em resulatdo da divisão da de São José (a original Santa Clara).

 

  

Quando o padre Fernando Vieira Gomes, em Dezembro de 1949, com 27 anos, chega a Santa Clara para iniciar a sua vida sacerdotal, depara-se com um curato paupérrimo, carecido de quase tudo, até de paramentos, cujo cofre – cinquenta centavos em dinheiro e mais de vinte contos de dívidas –, espelhava bem a penúria das almas ali residentes.

 

A 7 de Maio de 1957 - ainda nem uma década decorrera desde a sua chegada -  o padre Fernando, mercê do seu abnegado esforço, vê concretizado um dos objectivos em que muito se empenhara; a criação da paróquia de Santa Clara.

 

Como visionário e senhor de inabaláveis convicções que era, o firme guia da comunidade queria mais. Era igualmente seu desejo, e em condições normais uma natural consequência da transformação do curato em paróquia, obter também a promoção a freguesia. Isto, porém, não foi conseguido naquela altura.

 

Nunca se desligando deste projecto, o padre Fernando ainda assistiu ao anunciar do feliz desfecho de uma lide que sempre acompanhou e acarinhou.

 

Após uma vida de luta, depois de superados vários reveses, foi possível ao grande mentor do desígnio sentir o aroma de uma vitória que apadrinhou, mas que, infelizmente, já não pôde saborear na plenitude.

 

É geralmente assim o destino dos precursores das grandes causas.                                                                                            

                                                                                         João Pacheco de Melo



(1) Gaspar Frutuoso (1522-1591) – Saudades da Terra L.º IV – Vol I (p. 308)

(2) Idem, ibidem, Vol. II (p. 31)

(3) Idem, ibidem, Vol. I (p. 304)

(4) Idem, ibidem, Vol I (p. 313-314)

 

  

QUADRO SINÓPTICO
 
 
1522              Construção da primitiva ermida de Santa Clara, por Mathias Tavares, Pedro de Sousa, João de Medeiros e Roque Gonçalves.
 
1580               Criação da terceira paróquia de Ponta Delgada, Santa Clara, por determinação do Bispo D. Pedro de Castilho. É seu primeiro vigário o bacharel Ascêncio Gonçalves.
 
1581               22 de Setembro – Em visita pastoral, de D. Pedro de Castilho acrescentou a paróquia para Nascente, até à Rua da Cruz, aumentando assim de 62 para 219 o número de fogos, e de 297 para 766 as almas de confissão, sem contar com os 280 soldados aquartelados na fortaleza de São Braz. É segundo vigário Francisco Fernandes.
 
1714               Construída uma nova igreja com evocação a São José, é mudada para esta a sede da paróquia e evocação a Santa Clara, permanecendo em Santa Clara um cura.
 
1728               10 de Setembro – Confirmada a criação do curato, sufragâneo da paróquia de São José.
 
1834               Transformação do antigo Cemitério dos Ingleses no Campo da Igualdade (cemitério hebraico de Ponta Delgada).
 
1861              30 de Setembro - Início da construção do porto artificial de Ponta Delgada, com recurso a pedra extraída das pedreiras de Santa Clara.
 
1873              Segundo a Capitania do Porto de Ponta Delgada, estão registados 125 pescadores e 31 embarcações de pesca de Santa Clara. 
 
1874               19 e 20 de Maio - O Jornal Diário dos Açores publica a criação, pelo governo,  do curato de Santa Clara.
 
1875               29 de Agosto - Saída, em procissão, de São José para Santa Clara, da nova imagem da padroeira.
 
1883               3 de Novembro - Início da construção do Matadouro Municipal de Ponta Delgada.
 
1886               11 de Abril - Inauguração do Matadouro Municipal.
 
1898               11 de Maio - Trasladação do Santíssimo Sacramento da Igreja de São José para a de Santa Clara.
 
1901               11 de Julho - Inauguração de Escola Século XX na “mata da doca” – Parque Dinis Moreira da Mota.
 
1902               15 de Dezembro - Constituição da “União das Fábricas Açoreanas de Álcool”, conhecida por Fábrica de Santa Clara.
 
1903               15 de Julho - Por carta de Lei, a “União das Fábricas Açoreanas de Álcool”  é autorizada a instalar uma fábrica de açúcar.
 
1918               18 de Janeiro - Estabelecimento da Base Naval Americana no Porto de Ponta Delgada, com o grosso das tropas acantonado na “mata da doca” .
 
1919               1 de Setembro - Desmobilização da Base Naval Americana.
 
1921               Início de actividade dos depósitos de combustível da Tagus Oil Company.
 
1922              3, 5 e 7 de Outubro – A imprensa local dá enorme relevo à apresentação pública de um novo team” – o Santa Clara Foot-ball Club –, instruído pelo alferes José Joaquim de Sousa.
 
                       8 de Outubro – O Santa Clara Foot-ball Club vence o Terror Sport Club por 4-0 no seu jogo de apresentação.
 
1923              3 de Maio - O Santa Clara Foot-ball Club, um dos quatro clubes fundadores Associação de Foot-ball de São Miguel, e o primeiro dos três “Santa Clara” que nesta agremiação foram filiados, formaliza a sua inscrição, o que lhe permite participar na primeira época desportiva oficial.
 
1927              12 de Março – Exclusão definitiva doSanta Clara Foot-ball Club da Associação de Foot-ball de São Miguel. 
      
                       20 de Março – Formalização do pedido de inscrição do Sport Club Santa Clara, o segundo dos “Santa Clara” federados, na Associação de Foot-ball de São Miguel.
 
                        21 de Junho – Aprovação, em assembleia geral, dos estatutos de fundação do Clube Desportivo Santa Clara.
    
                       29 de Julho – Promulgação, pelo governador civil, major Abel d’Abreu Sotto-Mayor, do alvará de fundação do Clube Desportivo Santa Clara.
 
                       6 de Agosto – Pedido de inscrição na Associação de Foot-ball de São Miguel do Clube Desportivo Santa Clara.
 
                       Novembro – É aceite a inscrição do Clube Desportivo Santa Clara como membro da Associação, o único dos “Santa Clara” que se mantém até hoje como tal.
 
1930              2 de Agosto - Inauguração da fábrica da Sociedade Micaelense de Conservas, Lda – “fabrica de conservas Lory”.
 
1935              10 Abril – Após cinco anos de auto suspensão, o Sport Club Santa Clara solicita a readmissão, que é aceite na Associação.
 
                       16 Abril - Por alteração estatutária, o Sport Club Santa Clara passa a denominar-se Grupo Desportivo dos Manipuladores de Pão: Os Padeiros.
 
1936              Janeiro – Extinção d’Os Padeiros, ex- Sport Club Santa Clara.
 
                       15 de Março – Oferecida por um anónimo, é consagrada pelo ouvidor eclesiástico padre Padre José Gomes a imagem de São João Bosco destinada à Igreja de Santa Clara, sendo cura o padre Luís Augusto Pacheco.
                 
                       19 Março – Inicio do culto a São João Bosco.
 
1937               31 Janeiro – Santa Clara festeja, pela primeira vez no dia que litúrgico que lhe está destinado, São João Bosco. O grave estado de saúde de Sua Santidade o Papa Pio XII impede a paróquia de obter a bênção papal.
 
1941               O Patronato de São Miguel muda-se para as instalações da Escola do Século XX no Parque Diniz da Mota “Mata da Doca”.
 
1942               De 24 para 25 deJunho – Morrem quatro pescadores de Santa Clara no naufrágio de um barco; Francisco Costa, Guilherme “Magarça”, Jacinto Caboz e Manuel Rodrigues.
 
1944              31 Maio – Bênção na igreja de São José, em cerimonia presidida pelo ouvidor padre José Gomes, celebrada pelo Prior da matriz, padre Francisco Ferreira e pelo cura de Santa Clara padre Serafim de Chaves, das imagens do Sagrado Coração de Jesus e de São João de Brito, oferecidas pela família Lory.
 
                       Junho – Início das obras da nova sacristia, patrocinadas pela família Lory.
 
                      3 de Setembro – No domingo festivo de Santa Clara, ocorre a inauguração e bênção, pelo padre José Gomes, acolitado pelo padre Serafim de Freitas,  das novas instalações.
 
1945              15 de Junho - Inauguração do farol de Santa Clara.
 
                      12de Agosto – Num jogo de futebol a favor das obras da igreja, o Pirata Negro, constituído por jovens de Santa Clara,  vence um grupo de estudantes por 4-1 e arrebata uma taça de prata.
 
1948              Janeiro – Início da ocupação do Bairro Económico da Rua de Lisboa.
 
                       29 de Abril – Inauguração oficial e bênção do Bairro Económico.
 
                       Junho – Inicio da construção, na Nordela, da Fábrica de Santa Clara da Sociedade de Lacticínios Furtado Leite.
 
1949             8 de Dezembro - O Padre Fernando Vieira Gomes celebra a sua primeira missa no curato.
 
1951               Junho – Transferência para a Fábrica de Lacticínios Furtado Leite do fabrico de manteiga, já em curso em instalações no Ramalho.
 
1953              A Cooperativa Bom Pastor inicia o fabrico de manteiga.
 
1954              A Cooperativa Bom Pastor adquire um terreno na avenida Príncipe do Mónaco.
 
                       É constituída a Unileite – União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios e de Produtores de Leite da Ilha de S. Miguel.
 
1957              7 de Maio – Decreto, assinado pelo Bispo D. Manuel    Afonso de Carvalho, da elevação do curato a paróquia.
 
1958              SetembroInvestimento, remodelação e consequente alteração do processo de produtivo da Fabrica de Tabaco Micaelense, para a introdução do filtro nos cigarros “Clipper”.
 
                      9 de Novembro – Inauguração e início de funcionamento da Fábrica de Papel, no Parque Diniz da Mota (actuais instalações do A. C. Cymbron Lda.), propriedade da Sociedade Produtos Açorianos de Papel Lda.
 
1959             Maio – Início de actividade da unidade fabril da Unileite na Avenida Príncipe do Mónaco.
 
                       31 Agosto – Apresentação publica do Terminal Oceânico da Mobil Oil, construído na Nordela.
 
                       2 Setembro – Inauguração do pipeline da Móbil Oil, entre o Porto de Ponta Delgada e as instalações da Nordela”.
 
                      18 de Outubro – Inauguração oficial das instalações da Mobil Oil na Nordela.
 
1961              De Agosto a Outubro – Construção, com recurso à mão de obra dos internos, do ringue de patinagem do Patronato de São Miguel.
 
                       Dezembro – Inauguração, com bênção do Padre Fernando Vieira Gomes, do ringue de patinagem do Patronato de São Miguel.
 
1962              1 de  Outubro – Inicio de actividade e inauguração oficial do Matadouro Frigorifico e Industrial de Ponta Delgada.
 
1969              22 de Setembro – Início de actividade dos depósitos POLNATO.
                      
                       24 de Agosto – Inauguração do aeroporto de Ponta Delgada, cujo terminal e parte da pista se situam em Santa Clara.
 
1984              10 Setembro – Início da 1ª fase das obras do prolongamento do aeroporto.
 
1999               21 Abril – O Aeroporto de Ponta Delgada passa a denominar-se Aeroporto João Paulo II, com uma pista de 2520 mt, que se estende de Nascente para Poente, da Avenida príncipe do Mónaco até à Nordela.
 
                        8 de Dezembro – Celebração das bodas de ouro sacerdotais do padre Fernando Vieira Gomes.
 
2001               16 Julho – Apresentação, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, por iniciativa do PCP,  da proposta de criação da freguesia, documento aprovado por unanimidade.
 
2002             10 de Julho – Publicação do Decreto Legislativo Regional n.º 25/2002/A, que cria a freguesia, resultante da divisão da freguesia de São José.
 
2002              26 de Outubro – Falecimento do Padre Fernando Vieira Gomes.
 
2005                          9 de Outubro – Eleição dos primeiros órgãos autárquicos da freguesia.
 
2007               7 de Maio – Comemoração do 50º aniversário da elevação a paróquia.
 
                       7 de Maio - Proposta de símbolos heráldicos à Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses.
 
                       25 de Julho – Parecer da Comissão de Heráldica.
 
2008                          17 de Janeiro – Aprovação, por unanimidade e aclamação, da proposta de estabelecimento dos símbolos heráldicos.
 
                       10 de Março – O Diário da República publica os símbolos.
 
                        23 de Abril – Apresentação pública da Heráldica de Santa Clara.
 
                        27 de Abril – Primeira aparição pública em desfile, do estandarte da freguesia de Santa Clara, na procissão do Senhor Santo Cristo.

  

Bibliografia
 
 
Costa, Carreiro da – Etnologia dos Açores Volume 2. Edição da Câmara Municipal da Lagoa, ilha de S. Miguel, Açores, 1991.
 
Ferreira, Manuel – Ponta Delgada a História e o Armorial. Edição da Câmara Municipal de Ponta Delgada, 1992.
 
Ferreira, Manuel – As Voltas que Santa Clara Deu. Edição da Câmara Municipal de Ponta Delgada, 2003.
 
Frutuoso, Gaspar (1522 – 1591) – Saudades da Terra, Livro IV (Ilha de S. Miguel). Ponta Delgada, Tip. do «Diário dos Açores», 1931.
 
Melo, João Pacheco de – A Associação de Foot-ball de Sam Miguel. Edição da Associação de Futebol de Ponta Delgada, 2006.
 
SANTOS, Elsa - Santa Clara: Um Tempo de Festa. Edição da Secretaria Regional da Educação e Cultura da Região Autónoma dos Açores, 2002.
  
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